19 de setembro de 2013 às 14:44h

Projeto do BRT pode transformar o transporte público em Caruaru, mas só começará a ser pago pelo próximo prefeito

Em entrevista ao programa Além da Notícia – Rádio Jornal, o secretário de Projetos Especiais de Caruaru, Paulo Cassundé, explicou os custos de implantação do projeto do BRT (da sigla em inglês para Bus Rapid Transit). O projeto cria uma linha exclusiva de ônibus na cidade.

 
De acordo com Cassundé, o BRT funciona com a estrutura do metrô “na superfície sobre rodas”, com acessibilidade para idosos e portadores de necessidades especiais, além disso, climatizado, sem cobrador, com horários definidos e baixos poluentes. “Um transporte de qualidade, num custo muito menor que o do metrô e do VLT”, disse.

 
O secretário disse ainda que o BRT usará R$ 150 milhões para construção de linhas, ciclovias, monitoramento e painel eletrônico. Além disso, R$ 100 milhões para pavimentação de aproximadamente 50 km de ruas em bairros de Caruaru, “com novas rotas de mobilidade para a população”.

 
Paulo Cassundé explicou ainda que a obra terá o custo de R$ 250 milhões, mas deverão ser acrescentados outros R$ 250 milhões ao valor total, “entre taxa de juros, taxa de administração e taxa de risco”, uma equivalente a 8,5% ao ano. Além disso, há a projeção de “aproximadamente 13,5% por conta da inflação”.

 
Porém, o secretário afirma que parte dos juros cobrados volta para os cofres públicos. Desse total, “2% do valor da obra virarão ISS. Haverá também um impacto próximo a 4% de ICMS, em Caruaru. No fim, algo em torno de 6% volta aos cofres públicos”, explicou, enfatizando que o aumento de arrecadação de imposto amortizará os juros para algo em torno de 2,5%.

 
Cassundé disse ainda acreditar que a obra ficará pronta em 30 meses e que a carência para começar a arcar com os custos é de 34 meses. Apenas em 2017 as obras do BRT começarão ser pagas. Justamente quando o prefeito José Queiroz deixa o governo.

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