22 de janeiro de 2014 às 15:30h

Projeto São Francisco: preservação ambiental garante conhecimento científico da caatinga

Conhecer a caatinga de modo mais detalhado é uma das conquistas do Projeto de Integração do Rio São Francisco, obra coordenada pelo Ministério da Integração Nacional. O cuidado com o meio ambiente na execução do empreendimento hídrico integra 38 programas ambientais. Nesta semana, em Brasília, professores, pesquisadores e técnicos dos programas participaram de um seminário para avaliação e planejamento de ações, que serão executadas ao longo de 2014.
 
Na avaliação do professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Luiz Pereira, o trabalho de preservação que vem sendo feito na região vai garantir a construção de um banco de dados científicos, que será um patrimônio para a humanidade. “Estamos aumentando o conhecimento da fauna da caatinga na área do São Francisco, para dar suporte a qualquer pesquisador do mundo. Assim, qualquer pessoa saberá quais e quantas espécies a região tinha”, conta.
 
Segundo ele, o Ministério da Integração Nacional, em parceria com a Univasf, criou o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga, o Cemafauna, onde todas as espécies de animais silvestres resgatados, ao longo da obra, são tratados e catalogados. “O Ministério lançou um centro de conservação e manejo da fauna, que é referência e atende a diversos estados do Nordeste. Hoje, o Cemafauna também permite o desenvolvimento de pesquisas científicas de grupos de fauna da caatinga”, revela o professor.
 
Uma das descobertas da equipe de biólogos da Univasf foi uma nova espécie de borboleta, que ainda está em fase de catalogação. “No final do ano passado, encontramos uma nova espécie de borboleta, que o mundo não conhecia. Se não fosse a obra do Projeto de Integração do São Francisco, a descoberta não ocorreria. Isso é uma das contribuições do Projeto, o de desmistificar cientificamente a caatinga”, completa Luiz Pereira.
 
O Projeto de Integração do Rio São Francisco é considerado a maior obra de infraestrutura hídrica do país. Assim que for concluído, o empreendimento vai levar água a mais de 12 milhões de pessoas que vivem no Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
 


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