21 de novembro de 2014 às 08:17h

Serviço paliativo, asfalto “sonrisal” e o dinheiro jogado fora

A Prefeitura de Caruaru anunciou ter concluído o serviço paliativo da avenida Brasil. Já era tempo. As obras atrapalham tanto quanto os buracos que se formaram no local.
 
O único questionamento é o motivo de ainda se fazer reformas paliativas naquela via. Por quê não fazer algo definitivo?
 
Algo definito que, aliás, já havia sido anunciado nos primeiro anos da gestão Queiroz. A obra foi feita. Mal feita. O asfalto dissolveu como se fosse feito de sonrisal. Bastou cair água.
 
Depois do mal feito, resolveu-se que o remendo seria “paliativo”. Boa maneira de não se comprometer novamente.
 
Em anos passados, quando a prefeitura, ainda na gestão Tony Gel, insistia em reconstruir, anualmente, a passagem molhada do Riachão, lembro de ter perguntado ao secretário da época o motivo de se ficar gastando o dinheiro da população em remendos, ao invés de resolver o problema com uma ponte. A resposta dele foi que era impossível construir uma ponte por lá.
 
Hoje, está no local a ponte Irmã Jerônima. Impossível nunca foi. Faltava conhecimento, ou vontade.
 
Recentemente, conversando com o secretário atual da pasta, Bruno Lagos, ele me disse que a obra da avenida Brasil, para ser feita definitivamente, precisa de um investimento mais alto e de um trabalho mais aprofundado. Explicou-me tecnicamente o que precisa ser feito. Provou que não existe falta de conhecimento. Mesmo assim, a via só recebeu um paliativo.
 
Então, falta vontade política.
 

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