10 de setembro de 2013 às 08:47h

Sob pressão, Eduardo manda corregedoria investigar ação da PM no Sete de Setembro

eduardocampos
 
“Abrimos um procedimento ontem na Corregedoria do Estado para apurar qualquer ato de violência. Fiz isso muito à vontade, porque fui o governador que mais excluiu das polícias policiais arbitrários, que tinham envolvimento com qualquer ato de violência. Temos uma Corregedoria que funciona com profissionais de polícia de reputação, que tem tido atuações muita duras”, acrescentou.
 
O governador ressaltou ainda que o estado atua para garantir o direito de manifestação da população. “As manifestações são legítimas e devem se dar de maneira tranquila. Devemos combater os atos de violência e vandalismo de gente que não acredita em democracia e que pugna pelo fim da democracia nas redes sociais. Nós, até em defesa dos bons policiais, que cumprem seu dever sem qualquer ato de violência, temos de ser firmes nessas horas. Desde ontem que o procedimento está aberto. E hoje, o nosso pessoal do Pacto pela Vida está discutindo com o pessoal dos direitos humanos o tal protocolo. Vejam que estamos no caminho que acredito ser o certo, que é acreditar no diálogo, na democracia, na capacidade de que nós, com inteligencia, boa vontade, mesmo divergindo sobre pontos objetivos, mas que possamos evoluir para ter um protocolo como nações democráticas no Mundo têm. Talvez por terem mais tempo de democracia do que nós, que estamos vivendo nem 30 anos de democracia”, observou o governador.
 
Eduardo Campos lembrou das manifestações ocorridas no mês de junho, quando os policiais, mesmo desarmados, garantiram a segurança da população. “Vocês têm acompanhado, o trabalho da polícia tem sido elogiado pela sociedade. Na grande manifestação que fizemos aqui, a Polícia de Pernambuco foi fazer a segurança sem arma. Você não imagine que isso é uma coisa simples de ser feita. Não tivemos nenhum ato de qualquer agressão física até o momento, e eu tenho mais de cinco profissionais de polícia com lesão corporal atestada por médicos no IML, inclusive um sargento sob o risco de perder um olho. Eu tenho de ter o equilíbrio de um lado e do outro. Não há nenhuma recomendação para se agir fora de qualquer comportamento estritamente legal. Vocês viram pessoas que foram detidas e tinham na mochila coquetel molotov, sprays, tinham tocado fogo em ônibus, tinham apedrejado senhoras que estavam em ônibus voltando para casa. É preciso que haja equilíbrio. O equilíbrio é cumprir a lei. Policial tem de ir à rua garantir a segurança dos que se manifestam e dos que não querem se manifestar e estão trabalhando. Tem que ter isso. Não pode agir com nenhum tipo de violência”, declarou o governador.
 

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