28 de outubro de 2014 às 00:48h

Sobre balas e xadrez

Eduardo-Campos_4
 
O PSB tinha um projeto. Ou melhor, Eduardo Campos tinha um projeto.
 
O projeto foi acometido por uma tragédia. E quem sobrou ficou perdido.
 
Parando para analisar os acontecimentos dos últimos meses, temos um partido que comportou-se como quem leva uma grande pancada na cabeça e está com um revólver nas mãos. Atordoado, começa a atirar em tudo o que se move pela frente.
 
Amparado na comoção, venceu a disputa estadual. O alvo estava bem próximo e se movimentava pouco. Com um adversário lento e sem traquejo, ficou fácil.
 
Depois tentou acertar utilizando Marina no primeiro turno. E aí, a aliada é que era frágil, sem traquejo, lenta. Foi abatida.
 
Ainda atordoado, resolveu mirar a adversária que parecia mais lenta e carregada de rejeição: Dilma. Apostou as balas em Aécio Neves que tinha perfil parecido com o de Eduardo Campos.
 
Deu errado, porque parecido nunca é igual.
 
Deu errado, porque Eduardo não atirava.
 
Ele jogava xadrez.
 


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