28 de outubro de 2014 às 01:33h

Um recado ao PT: governar mais para o Brasil e menos para o PMDB

DILMA EM CERIMÔNIA MILITAR EM BRASÍLIA
 
A diferença entre Dilma Rousseff e Aécio Neves foi mínima no segundo turno das eleições. Menos de 3,5 milhões de votos, em uma disputa que contava com quase 143 milhões de eleitores. Em percentual, a diferença foi pouco mais de 3%.
 
O recado das urnas para Aécio foi de que ainda não iria trocar o certo pelo desconhecido.
 
Para o PT, o recado foi de que quase metade do país já perdeu a paciência.
 
E não adianta colocar a culpa nos “burgueses” de São Paulo. Ao sul da Bahia, Aécio venceu em quase todos os estados. Quanto maior a classe social e a escolaridade, menos votos o PT conquista.
 
Quanto mais as pessoas estudam e vencem na vida, menos gostam do jeito do PT de governar?
 
Talvez esses sejam os últimos quatro anos, sem interrupção, em que o PT terá o poder central do País. O ano de 2018, politicamente, é amanhã. Não se enganem, já há candidatos.
 
Imerso em conjecturas partidárias e financeiras que culminaram em escândalos diversos nos últimos anos, sempre incluindo o PMDB, o Partido dos Trabalhadores ficou totalmente dependente do Bolsa Família para continuar no poder.
 
Matematicamente, de cada dez votos conquistados por Dilma nessa eleição, três são diretamente oriundos do programa.
 
Em mais quatro anos, ou diminui-se o número de famílias beneficiadas (e o número de votos diretos), ou estará provado que o programa apenas mantém as pessoas com renda mínima, sem tirá-las da pobreza.
 
E aí, os outros sete votos que não são ligados diretamente ao Bolsa Família, ficam ameaçados. O PT estaria fadado ao fracasso.
 
Fica a pergunta: será que não chegou a hora de o PT governar mais para o Brasil, de norte a sul, e menos para o PMDB?
 

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