13 de outubro de 2015 às 09:55h

Universidades Federais encerram greve e aulas devem ser retomadas até dia 19

 
Os docentes das universidades federais, em greve nacional há 131 dias, aprovaram pela saída unificada entre 13 e 16 de outubro, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (9), pelo Comando Nacional de Greve (CNG).
 
Além da aprovação da saída unificada da greve, por ampla maioria, as assembleias realizadas nas bases entre 6 a 8 de outubro rejeitaram a proposta da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRT/Mpog) de reestruturação das tabelas salariais com o índice de reajuste de 10,8%, parcelado em dois anos (5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017).
 
De acordo com Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional, o entendimento das assembleias é de que a proposta não recompõe as perdas inflacionárias do período, não considera as perdas salariais passadas, caracteriza-se como uma política de confisco salarial e não responde à pauta específica da greve dos docentes federais. Ele destacou o papel fundamental da unidade entre os servidores públicos federais, construída no Fórum dos SPF, que fez com que o governo recuasse da sua posição inicial de reajuste zero e ainda do reajuste parcelado em quatro anos.
 
Paulo Rizzo ressalta que a greve deixou evidente, após a campanha “Abre as Contas Reitor (a)!”, a inviabilidade de algumas universidades em concluir o ano letivo. “No último período da greve se aprofundaram as medidas de ajustes, com a suspensão de concursos e abono permanência – o que é muito grave para as universidades, pois faltarão servidores para trabalhar, e o avanço da reforma ministerial do governo, que está associada a atender mais uma vez os interesses grandes empresas educacionais, além dos ataques através do Legislativo, que se aprofundam a retirada de direitos e exigem uma reposta maior da classe trabalhadora”.
 

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