27 de dezembro de 2013 às 19:47h

Vereadores falam sobre as acusações em Caruaru e tentam se defender

Logo após o pronunciamento da Polícia Civil de Pernambuco, os dez vereadores presos por tentativa de extorsão, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, realizaram nesta sexta-feira (27), uma entrevista coletiva para rebater as acusações, apesar de afirmarem não ter acesso ao que foi divulgado.
 
Escolhidos três vereadores para representar o grupo, entre eles Evandro Silva, que falou sobre prisão ilegal: “fomos presos ilegalmente, que assim entendeu o desembargador que nos pôs em liberdade”, o vereador disse ainda que as “casas foram invadidas, portões foram quebrados” e que a prisão foi arquitetada. “Estava tudo esquematizado, sabendo até o que ia ser passar”.
 
“Inclusive dispensamos a prisão especial como o senhor magistrado nos mandou ter em seus autos”. Questionados sobre como eram as acomodações, não informaram. As informações da Penitenciária são que os edis ocuparam duas celas, com televisão, ventilador, banheiro e camas. Atualmente a Penitenciária Juiz Plácido de Souza tem mais de 1.200 presos acima da capacidade máxima, estando presos, em muitas celas, mais de cinco pessoas.
 
Sobre o prefeito José Queiroz, Evandro disse que nunca teve nenhuma conversa com o gestor e que sempre fez oposição. Enfatizando que Queiroz não aceita governar com oposição e que partiu do executivo a proposta financeira para votar os projetos. “Foi o executivo, a população de Caruaru tem que saber disso”.
 
Sivaldo Oliveira, também escolhido como representante falou sobre a amizade entre os vereadores e que houve má interpretação das conversas. “Por telefone a gente faz uma brincadeira e é mal interpretado”, disse.
 
O vereador Pastor Jadiel, que segundo a Polícia Civil, informou ter recebido R$ 30 mil, de empréstimo de outros dois vereadores para aprovar a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da CGU, questionado sobre a propina, não soube dar mais informações além do que havia sido dito pelos advogados. Disse que o processo está em segredo de Justiça. “Se hoje tomar emprestado é crime, eu acredito, não vou julgar, acredito que já cometeram crimes”, disse sem responder quem teria emprestado o dinheiro, saindo do local.
 
Estiveram presentes os vereadores Val (DEM), Evandro Silva (PMDB), Eduardo Cantarelli (PS), Jajá (PPS), Louro do Juá (DEM), Neto (PMN), Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Val das Rendeiras (PROS) e Pastor Jadiel.
 


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