30 de janeiro de 2014 às 09:28h

Vereadores foram flagrados em escutas negociando aprovação de CPI da CGU, diz delegado em coletiva

vereadores
 
O delegado Erick Lessa foi veemente em afirmar que os mandados de prisão expedidos ontem contra cinco vereadores de Caruaru fazem parte de uma nova investigação. Apesar de a operação ter sido batizada de “Ponto Final 2”, esta trata-se de uma ação criminosa diferente da primeira, quando dez edis foram presos, acusados de pedir dinheiro para aprovar o projeto do BRT.
 
Na coletiva que aconteceu na manhã desta quinta (30), a polícia apresentou o que seria uma organização criminosa formada para negociar, dessa vez, a instalação ou não de uma CPI, utilizando relatórios da Controladoria Geral da União, contra a Prefeitura. Dessa vez, houve pagamento entre os vereadores. Evandro Silva, Neto e Val Lima teriam pago uma quantia aos vereadores Jadiel Nascimento e Val das Rendeiras. O valor ainda não foi revelado, porque outros vereadores ainda devem ser ouvidos.
 
De acordo com as gravações, o plano era conseguir as oito assinaturas necessárias (seis da oposição e as duas negociadas com Jadiel e Val das Rendeiras) para, em seguida, tentar extorquir o prefeito José Queiroz, novamente.
 
O delegado afirmou que a investigação começou em setembro de 2013 e a polícia já tem acesso a gravações e até comprovantes de depósitos bancários. O inquérito deve ser finalizado em dez dias.
 
Evandro Silva e Val das Rendeiras foram presos ontem. Os vereadores Jadiel Nascimento, Neto e Val Lima estão foragidos.
 

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