24 de novembro de 2015 às 11:40h

Vice-prefeito de Gravatá estaria articulando derrubada do interventor estadual

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Blog do Jamildo
 
Segundo informações de bastidores da política local de Gravatá, a gestão do Coronel Mário Cavalcanti, interventor nomeado pelo governador Paulo Câmara (PSB), poder ser mais curta do que alguns estão imaginando.O vice-prefeito Rafael Prequé (PSB), segundo fontes da política local, estaria articulando o impeachment de Bruno Martiniano (sem partido), que ainda é o titular do cargo.
 
Com o impeachment, Rafael pediria na Justiça o fim da intervenção, dado que não existe nenhuma acusação contra o vice-prefeito. Apesar de Prequé ser do PSB, estaria se sentindo desprestigiado pelo governador Paulo Câmara, já tendo feito reclamações via imprensa contra o governador, por não ter sido ouvido sobre a escolha do Coronel Mário. Prequé estaria articulando sua filiação ao PSD, do secretário das Cidades André de Paula, querendo disputar no cargo de prefeito a reeleição em 2016.
 
Para isso, o vice já teria procurado vereadores e políticos da cidade, supostamente oferecendo secretarias e cargos na gestão caso assuma como prefeito. Para Bruno Martiniano sofrer o impeachment, seriam necessários 10 votos do total de 15 vereadores.
 
O procedimento de impeachment está muito no início, sendo que Bruno Martiniano não foi nem oficialmente citado, mesmo assim Rafael Prequé estaria pressionando para que seus aliados “pulem” etapas e a votação seja feita nos próximos dias. Seu pai é um dos vereadores da cidade. Rafael Prequé já contratou o advogado Whashington Amorim, de Vitória de Santo Antão, que está traçando a estratégia jurídica para derrubar o interventor.
 
O advogado seria indicação do atual prefeito de Vitória, Elias Lira (PSD), sogro de Rafael Prequé e que quer ver a filha primeira-dama de Gravatá, mesmo desagradando o Palácio.
 
Enquanto isso, Bruno Martiniano estaria quase incomunicável, em um apartamento no Recife. Até ex-assessores próximos não estão conseguindo manter contato com ele.

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